Sanções, diplomacia e o caso Mais Médicos
Em política internacional, gestos têm peso simbólico maior que as palavras. Na quarta-feira, 13 de novembro, o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou a revogação dos vistos americanos de Mozart, Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, duas figuras de relevância na formulação de políticas de saúde no Brasil. Mais do que um ato administrativo, tratou-se de uma mensagem política com ecos que atravessam fronteiras e décadas de história diplomática. A decisão foi comunicada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, um dos mais firmes críticos do regime cubano no Congresso. Segundo Rubio, o programa Mais Médicos , criado em 2013, teria funcionado como “um golpe diplomático inconcebível” ao permitir que Cuba recebesse recursos por meio da intermediação da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), contornando as sanções impostas pelos Estados Unidos ao governo da ilha. Mais Médicos: entre a necessidade e a controvérsia O Mais Médicos surgiu no...